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17 de Janeiro de 2018 - 7:14 PM

Sinpol e OAB discutem a permanência dos presos em delegacias

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol-Ce), Francisco Lucas de Oliveira, e a vice-presidente, Ana Paula Cavalcante, participaram de uma reunião com a Comissão de Direito Penitenciário, realizada na tarde desta quarta-feira, 17, na Ordem dos Advogados do Estado do Ceará (OAB-Ce), para discutir sobre a permanência dos presos nas delegacias. A iniciativa contou com a presença do presidente da OAB, Marcelo Mota e demais membros da instituição.

A custódia e manutenção de presos nas delegacias é uma pauta bastante combatida pelo Sindicato, que reconhece a prática como prejudicial ao cumprimento do dever da Polícia Civil e que tem causado uma série de transtornos para a Segurança Pública.

De acordo com Ana Paula, na ocasião, foi sugerido pelo presidente da Comissão, Márcio Victor Meyer, que seja impetrada uma ação civil pública feita pela OAB, que irá se somar a uma ação civil já existente da Defensoria, de autoria do Ministério Público e do Sinpol. “Esperamos que o conselho aprove uma pressão que force o governo a dar uma solução final, pois são menos de 600 presos hoje nas delegacias e o sistema penitenciário abarca 23 mil. O Sinpol está sempre aberto ao diálogo, mas é preciso que a sociedade civil se insira nesse debate, porque isso interessa a todos, não só aos policiais”, afirma Ana.

Para Francisco Lucas a reunião foi avaliada como positiva e o presidente do Sinpol espera que com a participação da OAB a solicitação para a retirada dos presos seja cumprida. “Ficamos felizes em contribuirmos para cobrar de forma mais incisiva o Governo do Estado, porque por via oficio a coisa não estava se resolvendo, por isso as ações devem ser impetradas, para que a gente mude o estado das coisas. Afinal, só em 2017 ocorreram mais de 5 mil homicídios e os resultados do governo não estão aparecendo. A Ordem tem um papel muito importante nessa discussão e estamos somando forças para que possamos se ver livres dessa irregularidade”, declara.